Na quinta-feira (22), às 17h30, o FECAP Cases 2026 recebeu o workshop “Evoluindo sua marca própria”, conduzido por Camila Fernandes, da COMUNICamis. Especialista em Mídia Digital e Programática, com foco em performance e estratégia de crescimento, Camila construiu sua trajetória no mercado publicitário e usou essa experiência para mostrar como a marca pessoal pode ser um diferencial para quem quer trabalhar com grandes contas.

Camila partiu de uma provocação: depois de vender tantas marcas ao longo da carreira, a mais difícil foi a sua própria. Para ela, contar a própria história é a base de qualquer posicionamento, e é isso que ajuda a pessoa a se conectar melhor com clientes, gestores e colegas.

Ao longo do workshop, a palestrante desfez a ideia de que marca pessoal depende de ser influenciadora, ter milhares de seguidores ou criar um personagem. Segundo ela, o que conta é ser autêntico, e dez pessoas certas valem mais do que mil aleatórias. Camila citou como exemplos Nath Finanças, que se apropriou da própria história e falou com quem vive a mesma realidade, e Anitta, pela força de vontade. Também comentou que o algoritmo amplifica a sensação de comparação e que não há problema em ser visto tentando, porque isso faz parte do processo.

Para quem está começando, Camila apontou que os currículos se parecem e que todo mundo pesquisa as mesmas vagas. Por isso, a oportunidade tende a vir da iniciativa de cada um, e errar no início da carreira custa barato. Entre os primeiros passos, recomendou bater na porta, ampliar referências e manter o LinkedIn atualizado, mesmo que a rede seja cansativa. Outro conselho foi fazer o trabalho operacional de um jeito diferente, colocando um toque pessoal por onde passar.

O pilar central da conversa foi a oratória. Camila alertou que falar bem vai além de falar bonito: uma boa ideia que não sabe ser contada fica na sala. Ela sugeriu que os estudantes usem o próprio dia a dia na FECAP como treino, em trabalhos em grupo, cases, perguntas em palestras, ligas e centros acadêmicos, além de trabalhos voluntários. Na fala da palestrante, cada apresentação funciona como um ensaio gratuito com plateia de verdade.

A participação dos alunos colocou o argumento em prática. As perguntas ao final foram tantas que a palestra virou uma roda de conversa: estudantes de vários semestres de comunicação compartilharam experiências, falaram das dificuldades que enfrentam na trajetória profissional e receberam conselhos de Camila que apontaram novos caminhos a seguir. Foi a oratória funcionando ali, na frente de todo mundo, como ela havia defendido.


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